quarta-feira, 9 de julho de 2008

CADA UM NO SEU QUADRADO

Bárbara Polezer
Manter relações muito íntimas é mesmo uma loucura. Amiga se torna mãe, mãe se torna irmã, irmã se torna inimiga. É complicado manter distância quando se quer tão bem uma pessoa.

Mas tem gente que não quer cuidado, quer cuidar. Tem também quem queira ser esquecido, ou finge querer, enquanto na verdade, tudo que deseja é chamar o máximo de atenção. A questão é que é complicado!

Você aconselha, acha que vai ser ouvido. N
ão é. Há quem escute, e por sinal não goste do “toque”. Afinal, se conselho fosse bom não se dava. Não é o que dizem por ai?

Resolvi não dar mais conselhos. A não ser quando me perguntam. Contudo, quando vejo já falei. É mais forte do que eu. Eu quero resolver, libertar a pessoa que tanto amo da angústia, da incerteza, na desilusão. Mas quem sou eu para querer fazer isso. Quem sou eu?!

Discussão também é uma forma de querer o bem. Boto fé nisso. No entanto quando há liberdade os conflitos e emoções passam do limite. Ambos se magoam, mas ninguém admite. Às vezes (quase todo dia) acontece entre eu e minha mãe.

Todavia o radar está a postos para detectar qualquer manifestação de mudança de posição. Nada de ser mãe de amiga, irmã de mãe, tia de marmanjo. Já estão todos grandinhos para saber que friagem causa resfriado, muito doce engorda e que droga em excesso faz mal a vida, principalmente familiar. Cada um no seu cada qual.

Nenhum comentário: