sexta-feira, 20 de junho de 2008

EMOÇÃO E NOSTALGIA


Bárbara Polezer
Você já sentiu prazer e emoção ao ver um show?Eu senti!
Fui ao espetáculo (sim, foi um espetáculo) denominado Inclassificável do Ney Matogrosso. Desde que vi que essa seria uma das atrações do Cabaré do Filo fiquei empolgada. O cara é uma figura e esse show foi super bem criticado por ai!

Ia com uma amiga que também é uma figura. Acabou que ela tomou friagem na terça-feira a noite e ficou resfriada ao ponto de não conseguir levantar da cama. Acho que senti que isso ia acontecer e já agilizei uma nova companhia divertida.

Cheguei minutos atrasada. 11h20. Enquanto estacionava ouvi sons suspeitos, parecia que o show já havia começando. Saímos correndo para perder menos possível. Perguntei para a moça da bilheteria: “Quantas músicas ele já cantou?”. Ela respondeu: “Quatro!”. Minha parceira aceitou se enfiar no meio do público. Eu queria vê-lo de qualquer maneira. Nessa hora ele cantava Mal Necessário, segunda música do set list. A moça deve ter se confundido ou mudaram a ordem. Enfim...

Na hora que vi uma coisa dançante toda dourada emocionei. Meu olho não queria piscar. Em seguida vi que um dos caras da percussão era um conhecido de São Paulo, Felipe Roseno, integrante da banda de uns amigos. Fiquei mais feliz ainda porque já havia adorado o som e a maneira dele tocar.
Mudamos de lugar na tentativa de nos aproximar mais do palco. Deu certo! O figurino era realmente divino. A iluminação estava maravilhosa. Juntamente com o cenário que era perfeito! Algumas músicas eu não conhecia, mas isso não foi problema algum. Já nas conhecidas tive uma maré de nostalgia...aaahhh que delícia!!!

Lembrei das noites de Ata-me no Valentino, do queridíssimo Eddie, da minha companheira de noites vinho e longos papos, que eu queria tanto que estivesse ali, do meu fiel, cúmplice e acidentado companheiro que falou tanto que não ia ver o “doave”(veado) de jeito nenhum, mas no final teria gostado do show, de momentos passados que poderiam ter como trilha sonora algumas músicas cantadas.

Lembrei da Káthia que chorou de emoção no show do Jorge Ben na Virada Cultural. Confesso que tive vontade de chorar em alguns momentos. A emoção era tamanha, estava vidrada! Ao som de Pro Dia Nascer Feliz, cantei, dancei, gritei, pulei, e o espetáculo acabou!

Aplausos e mais aplausos que não eram suficientes para agradecer a ligeira hora que passei ali. Esse show sem dúvidas não ficou apenas para o currículo, como disse o Ari, ficou guardado na memória, como um momento único e emocionante.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Contra o gosto ideal dos cineastas cult

Bárbara Polezer
Participei de um workshop de cinema na última temporada das férias de verão. No caso minhas únicas férias do ano (rs). Era uma escola de comunicação e arte em São Paulo. O ministrante era um senhor, já com idade “avançadinha”, com tiques engraçados e um conhecimento tremendo. Ele exibiu vários filmes antigos, inclusive um que não guardei o nome, mas fiquei completamente pasmei. Era um musical. Se não me engano o primeiro da história do cinema.

Com todo respeito a essa classe, no entanto esses cineastas têm mania de falar que o que se vê hoje não é cinema. Sempre fico de cara com esse comentário. Concordo que vários lançamentos não são filmes e sim novelas, contudo existem vários filmes maravilhosos na atualidade.

Como segunda-feira não é meu dia favorito procuro coisas agradáveis para fazer. Fiz uma visita a um amigo que é fissurado por filmes. Ele têm de tudo, inclusive séries completas da tv por assinatura.Neste dia assistimos um romance (P.S Eu te Amo) e peguei emprestado cinco longas para ver no decorrer da semana.

Gosto assumidamente de comédias românticas, todavia, resolvi encarar apenas dramas nesta maratona sofá, cobertor e filmes tristes. Comecei com um, que não era tão drama assim. Estava mais para ação e morte (Valente). Gostei! Fui para August Rush ou O Som do Coração na tradução tosca que não entendi ao certo o motivo. Me apaixonei pelo filme! É novo, estreou esse ano. O filme é comovente, sensível, tem um roteiro legal, uma fotografia linda e atores maravilhosos. Indico!

Em seguida veio Longe Dela. Um casal de senhores, casados há 44 anos que por conta de uma doença se separam contra a vontade de ambos. Ah, não achei tÃo legal, mas beleza é bonito!

Por último veio o Caçador de Pipas. Dizem que o livro é muito melhor, ainda não li. Ok, livros têm mais riqueza de detalhes, trechos mais detalhados, mas amei o filme. É legal quando em algumas cenas relembramos trechos anteriores, ações que nos identificamos e queremos fazer igual.

Semana que vem talvez eu mude o gênero, apesar de ter gostado muito deste. Todos esses filmes são produções americanas por isso volto à indignação contra cineastas que criticam tanto os tais produtos. Os metidos a intelectuais (não vou com a cara desse tipo de gente) têm mania de querer ser “cult”, falar que cinema bom é cinema europeu, principalmente os que a população em geral não entende. Ah, fala sério! Eu gosto de produções hollywoodianas e não vejo nenhum problema nisso!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

DIA ESTRANHO

Bárbara Polezer
Segunda-feira é um dia estranho. Talvez porque domingo, antes de dormir, eu pense demais. Penso enquanto dirigo de volta para casa, enquanto vejo TV, enquanto como, principalmente, antes do sono dominar.

Penso na semana, em tudo o que tenho para fazer, no que pode acontecer, em tudo que posso aprender, nas aulas de yôga, nas aulas de spinning, que eu deveria freqüentar assiduamente, nas pessoas que tenho que suportar, nas frescuras diárias dessas mesmas pessoas, nas surpresas, nas esperanças, nas realizações.

Segunda é o dia de organizar a semana. Tem uma baita responsabilidade. É o dia oficial da preguiça, da vontade de quero dormir mais, de ter sono à tarde porque dormiu neste mesmo período no domingo, do diga não a atividade física. Isso mesmo, não pratico atividades físicas regulares as segundas-feiras. Sei lá, estabeleci isso e tem dado um ótimo retorno.

Penso que é um dia pra descansar quando chega do trabalho, pra ir à casa do amigo, que agora é vizinho e conversar, ver filmes, já que ele tem todos os lançamentos, discutir variedades, comentar os sonhos, sonha junto. Esse encontro é preciso, é uma necessidade. Sim porque se não a noite de sono começa às 19h e vai até a uma da manhã, quando o sono passa e você precisa esperar a outra temporada chegar.

É um dia estranho porque é o dia da insatisfação. É o dia de querer mudar, de querer ficar em casa, de ter preguiça de trabalhar. Isso não é depressão, nem indicio de tal. É gosto, ou melhor, desgosto. Aí,enfim, é ruim!