segunda-feira, 26 de maio de 2008

PORTAL DE GAUGUIN


SEM PERSPECTIVA
SENTIMENTO EXPRESSIONISTA
SURREALIDADE DE VISÕES

CORES UNIDAS

TÉCNICAS INDEFINIDAS
UNIVERSO DE ESCURIDÃO
AMOR, AMIZADE
MOVIMENTO...
JULIANA CRISTINA PALMA

terça-feira, 20 de maio de 2008

Virada Cultural

Marina Casagrande
Elas chamam agora Meredites. As Meredites. Na verdade, não parei muito pra pensar na presença delas. Principalmente dela, que de tanto senti falta esses anos em que a capital de São Paulo nos distanciava. Distância entre “aspas”, entre físico vez ou outra claro. Pois as experiências que tive lá, em companhia justamente dela , me fizeram ser hoje.

São elas que me encontram logo após uma densa aula de dialética do concreto. Onde a ciência e a prática são ferozmente discutidas. Ainda me acostumo com essa tal de ciência. A vida sempre foi tão prática. Os sentimentos sempre foram sem explicação. Pois é, a ciência explica que a prática vem da essência de sobrevivência do homem e os sentimentos vêm da química.

É o fim de semana da Virada Cultural. Estamos no campus. Eu, numa aula de metodologia de pesquisa, sem saber que ela está lá; pois é que ela resolveu ver o que acontecia na sua reposição de aula e, aproveitando, me encontrar. Qual surpresa é que ela já estava conversando há meia hora com um colega da minha classe. Sempre admirei essa facilidade de contatos e sociabilidade que ela desenvolve; e sempre entro na dela quando estamos juntas. Enfim, o colega vai me chamar dizendo que tem uma amiga a minha procura;

Ela me encontra com um simpático “ooiii Marys”; e com o entusiasmo de uma Virada Cultural. Que começava a acontecer em Londrina. Até o ano passado, esta Meredite era uma cidadã paulistana. A Virada Cultural estava a uma passagem de metrô de sua casa.
Até me encontra também a nostalgia da Virada no ano passado. Estávamos juntas, é claro. Juntas no teatro municipal, na tenda de circo com pipoca, nas bombas durante a madrugada e no show do Zappa. Estávamos em auge de energia, que certa hora foi recarregada com um café da manha como só São Paulo tem em padarias de esquina e uma ducha gelada. Estávamos juntas quando enxergamos o Anhangabaú às nove da manhã. Um Anhangabaú colorido por cangas, saias e chequerês de maracatu e famílias.

Volto para o presente e vejo que este é o ano da Virada em Londrina. E a Virada por aqui seguiu com horas de dialéticas e minutos de percussão; fim de tarde com reflexão e estudos de causos da vida, discussão sobre a paz e o seu símbolo, tudo isso durante um samba de raiz, no aterro da cidade. A virada do Saber. E da troca. Ela falava dela e da vida dela, eu falava de minha vida e de mim – sabemos que, algumas vezes, nossas vidas podem não significar nós; nessas vezes, alguma coisa pode estar errada –, como se estivéssemos descobrindo coisas sobre nós mesmas justamente por colocar em palavras para a outra. E falávamos para nós. Se falássemos algo que um minuto mais tarde já não seria a mesma, tínhamos a liberdade para contestarmos nós mesmas.

Terminamos o dia de pés descalços, sambando “é melhor ser alegre que ser triste...” ao som de Zé do bode. Aos poucos, a gente volta. Principalmente porque a Virada de nossa vida não acabou.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Se eu pudesse sumir...

Bárbara Polezer
Tem horas que dá vontade de apertar um número qualquer do controle remoto e fazer pessoas sumirem. Realmente eu gostaria muito de fazer isso com certos por ai, mas ontem pensei em fazer isso comigo mesma.

Inventei de participar de uma corrida de aventura. Foi a primeira etapa do Circuito Pro Adventure em Mauá da Serra-Paraná. Pra quem conhece a Serra do Cadeado, é isso mesmo, o trajeto da prova era ali!

No sábado, enquanto fazia algumas entrevistas, já vi que o nível dos atletas, inclusive os iniciantes, era completamente superior ao meu no quesito resistência e preparação física. Eu com minhas aulas de yôga, umas aulinhas de spinning, tentativas de corrida no Igapó 2, já vi que não estava nem um pouco preparada. Mesmo assim fui na idéia de que se eu visse que estava muito pesado, que eu não daria conta, poderia parar.

O negócio não foi bem assim. Às 8h e alguns minutos foi dada à largada. Logo de cara um córrego com água super gelada e pedras lotadas de lodo, ou seja, risco de cair!

Fui na boa, no meu ritmo. Com isso pegamos um pouco de distância das demais equipes e assim teríamos ainda mais probabilidade de nos perder, pois a navegação da equipe estava bem capenga.

Logo a frente um morro gigante. Ali começou meu verdadeiro perrengue! Minha respiração estava completamente ofegante, batimentos acelerados. Nessa hora só queria sumir. Pensei em mil coisas, principalmente em me teletranspostar pra minha cama quentinha e confortável.

Esse tipo de experiência faz passar um turbilhão de pensamentos, várias sensações misturadas e principalmente a história da superação dos limites. Cheguei à conclusão que já era feliz sem superar limites, sem me perder pela mata, sem andar pelo trilho do trem por mais de duas horas no sol, sem ser altrapassada pelo trem quatro vezes, sem ter que comer barra de cereal o dia todo, sem dores na perna, sem mais dores na coxa, sem machucar definitivamente algum músculo da coxa e ter que ainda assim andar muuuiito até o resgate chegar. Sim, desisti da prova!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Enganos e desencontros

Bárbara Polezer
Constantes enganos acontecem na nossa vida. Engano de achar que vermelho era laranja quando criança, engano na data da prova, engano de endereço, engano de pessoa, engano de telefone. Quem nunca ligou para o número errado e teve que confirmar o número discado, pedir desculpa pelo engano e desejar boa noite?

Por acaso em alguma dessas ligações você puxou papo com a pessoa do outro lado da linha? Não!? Talvez ele fosse o grande amor da sua vida.

Esse foi mais ou menos o desfecho de um curta metragem apresentado ontem na Kinoarte Mostra de Curtas. O filme dirigido por Cavi Borges, chamado “Engano”, apresenta o diálogo de uma ligação enganada.

Rodrigo liga para Mila, porém queria avisar um amigo que iria atrasar para o ensaio. Nem por isso deixou de puxar papo. Talvez porque a voz de Mila era agradável, porque pensou não ter nada a perder, estava com bônus para a mesma operadora acumulado, créditos sobrando, ou ainda, o menos provável, contudo o mais bonito motivo: sentiu um frio na barriga, ouviu os sininhos e imaginou que ela era a sua cara metade.

Por força maior do destino eles não se encontram e isso me causou um enorme descontentamento. Ok, ele vai ligar pra ela outra vez, até porque tem o número gravado nos números discados. Mas e se não for tão encantado e atrativo como foi? E se ele pensar que se não deu aquele dia é porque não era pra acontecer? E se a expectativa criada atrapalhar tudo?

É... a vida é assim mesmo, nada encantada, linda, muito menos romântica. Desencontros e enganos são constantes. Decepções e vontade de sumir com certas pessoas então nem se fale, mas isso é assunto pra próxima semana.

Para quem quiser ver o curta:
"Engano" (RJ, fic, cor, 15 min, mini-DV>35mm, 2008), de Cavi BorgesUm homem. Uma mulher. Uma cidade. Dois planos seqüenciais. O curta, produzido pela Cavídeo, do Rio de Janeiro, estreou no 12º Cine PE há uma semana. Foram feitos sete tomadas do plano-seqüência que está no filme. Cavi Borges já havia dirigido, entre outros filmes, o premiado "Sete Minutos".contato:
contato@cavideo.com.br

terça-feira, 13 de maio de 2008

Bem Vindo ao Blog Meredites!
Este espaço tem o objetivo de divulgar idéias, opiniões, crônicas, novas teses e simples pensamenstos de garotas independentes, de bem com a vida e dispostas a muita batalha pra vencer a guerra da vida!
Leia e sinta-se à vontade!!!
Bárbara Polezer