Bárbara Polezer
Você já sentiu prazer e emoção ao ver um show?Eu senti!
Fui ao espetáculo (sim, foi um espetáculo) denominado Inclassificável do Ney Matogrosso. Desde que vi que essa seria uma das atrações do Cabaré do Filo fiquei empolgada. O cara é uma figura e esse show foi super bem criticado por ai!
Ia com uma amiga que também é uma figura. Acabou que ela tomou friagem na terça-feira a noite e ficou resfriada ao ponto de não conseguir levantar da cama. Acho que senti que isso ia acontecer e já agilizei uma nova companhia divertida.
Cheguei minutos atrasada. 11h20. Enquanto estacionava ouvi sons suspeitos, parecia que o show já havia começando. Saímos correndo para perder menos possível. Perguntei para a moça da bilheteria: “Quantas músicas ele já cantou?”. Ela respondeu: “Quatro!”. Minha parceira aceitou se enfiar no meio do público. Eu queria vê-lo de qualquer maneira. Nessa hora ele cantava Mal Necessário, segunda música do set list. A moça deve ter se confundido ou mudaram a ordem. Enfim...
Na hora que vi uma coisa dançante toda dourada emocionei. Meu olho não queria piscar. Em seguida vi que um dos caras da percussão era um conhecido de São Paulo, Felipe Roseno, integrante da banda de uns amigos. Fiquei mais feliz ainda porque já havia adorado o som e a maneira dele tocar.
Mudamos de lugar na tentativa de nos aproximar mais do palco. Deu certo! O figurino era realmente divino. A iluminação estava maravilhosa. Juntamente com o cenário que era perfeito! Algumas músicas eu não conhecia, mas isso não foi problema algum. Já nas conhecidas tive uma maré de nostalgia...aaahhh que delícia!!!Lembrei das noites de Ata-me no Valentino, do queridíssimo Eddie, da minha companheira de noites vinho e longos papos, que eu queria tanto que estivesse ali, do meu fiel, cúmplice e acidentado companheiro que falou tanto que não ia ver o “doave”(veado) de jeito nenhum, mas no final teria gostado do show, de momentos passados que poderiam ter como trilha sonora algumas músicas cantadas.
Lembrei da Káthia que chorou de emoção no show do Jorge Ben na Virada Cultural. Confesso que tive vontade de chorar em alguns momentos. A emoção era tamanha, estava vidrada! Ao som de Pro Dia Nascer Feliz, cantei, dancei, gritei, pulei, e o espetáculo acabou!
Aplausos e mais aplausos que não eram suficientes para agradecer a ligeira hora que passei ali. Esse show sem dúvidas não ficou apenas para o currículo, como disse o Ari, ficou guardado na memória, como um momento único e emocionante.

4 comentários:
Putz! verdade, né?!
o cara do pandeiro mandava muito bem!
enfim... que show fera!
valeu!!!
uia... adorei o texto, a menção ao Ata-me... e... advinhe... fiquei com vontade de ver o show... até pq a supermaravilhosa Vânia me deu o cd de presente, acredita?
Se o cd está excelente, fiquei imaginando o show... putz grila!
beijão!
êba!
Como é bom poder aproveitar o dom da música para relembrar, apreciar e significar as coisas simples da vida!
Valeu Ney!
Ah, uma graça o cara do pandeirinho né, tocava com alma, ele na cama com o Ney, então, um luxo só!rs
Káthia
Postar um comentário